O executivo analisa a presença dos fabricantes chineses, o uso excessivo da IA e a busca dos clientes por parceiros que ofereçam confiança e soluções eficientes.
Por Manoel Fernandes Neto
Para Luiz Henrique Ferreira, CEO da Galileu, o balanço da Febratex é positivo. “Apesar de o mercado estar andando de lado nestes últimos meses, a feira foi muito boa, com vários clientes interessados, gerando novos contatos e dispostos a investir na fábrica”, explica o executivo.
Participante desde a primeira edição da feira, a Galileu se destacou em 2026 pelas performances das marcas Assyst Style3D, Inkcups, Kuris e Barudan, com suas soluções de ponta de acordo com as necessidades de cada cliente. (Acesse o link)
Luiz Henrique aponta também o exagero em determinadas visões de mercado. “A IA esteve em tudo nessa feira, de certa forma até exagerada e até onde não precisa, mascarando um pouco a real função dela, mas o fato é que é uma realidade e esteve presente na maioria dos equipamentos.”

Outra percepção do CEO da Galileu foi a presença dos fabricantes chineses. “Eles descobriram a Febratex e agora vêm com tudo pra vender pra todo mundo. É importante que os distribuidores nacionais estejam focados para não cair na armadilha de produtos que são apenas baratos e não trazem eficiência ao processo.”
O mais importante para Luiz Henrique é perceber que o cliente está buscando confiança no parceiro. “Com a oferta cada vez maior de produtos chineses, focando apenas em preços e tirando a atenção do cliente no que interessa, ficou nítido para nós que alguns clientes estão um pouco cansados disso e buscam por parceiros confiáveis, onde terão sua atenção voltada a produtos que realmente resolvam seus problemas.”
Nesta entrevista, Luiz Henrique fala sobre suas percepções do setor têxtil e da feira e sobre o DNA da Galileu, baseado em tecnologia de ponta, com foco na performance e na qualidade que o cliente deseja. “Alguns mercados novos estão se abrindo.”
Leia a seguir a entrevista na íntegra:
– Qual é o balanço que você faz da participação da Galileu na Febratex 2026?
A Galileu participa desta feira desde sua primeira edição. Nesta edição nós mostramos novidades em vários produtos, como o Assyst Style3D, a Inkcups, a Kuris e a Barudan. Apesar do mercado estar andando de lado nestes últimos meses, a feira foi muito boa, com vários clientes interessados, gerando novos contatos e dispostos a investir na fábrica.
– Quais tendências e mudanças no setor têxtil ficaram mais evidentes nesta edição da feira, na sua visão?
A I.A. esteve em tudo nessa feira, de certa forma até exagerada e até onde não precisa, mascarando um pouco a real função dela, mas o fato é que é uma realidade e esteve presente na maioria dos equipamentos.
Outra evidência foi a presença dos fabricantes chineses. Eles descobriram a Febratex e agora vem com tudo pra vender pra todo mundo. É importante que os distribuidores nacionais estejam focados para não cair na armadilha de produtos que são apenas baratos e não trazem eficiência ao processo.
– O que você sentiu que os visitantes mais buscaram no estande da Galileu e o que isso revela sobre as necessidades atuais da indústria?
Ficou evidente a busca pela redução de custos dos processos, a curiosidade em saber o que a IA pode fazer pelo cliente e a busca por maior velocidade no desenvolvimento e na qualidade do produto final.
Ficou evidente para nós também que o cliente está buscando confiança no parceiro. Com a oferta cada vez maior de produtos chineses, focando apenas em preços e tirando a atenção do cliente no que interessa, ficou nítido pra nós que alguns clientes estão um pouco cansados disso e buscam por parceiros confiáveis, onde terão sua atenção voltada a produtos que realmente resolvam seus problemas.
– Depois da Febratex, para você quais caminhos e oportunidades que a Galileu enxerga para o mercado nos próximos anos?
Estamos mudando um pouco o rumo de alguns produtos, a fim de atender algumas demandas de um segmento específico de clientes, mas jamais sem perder nosso DNA, que é de tecnologia de ponta, com a performance e a qualidade que o cliente deseja.
Alguns mercados novos estão se abrindo. Não estaremos em todos, pois não podemos perder nosso foco, mas estaremos naqueles que trazem sinergia ao nosso core business. Acredito que estamos no caminho certo, e fortalecer a relação com o cliente será o que faremos nos próximos anos. Isso não podemos deixar de fazer.
Publicado originalmente:
Revista Online – Revista Costura Perfeita

